Terapia Ocupacional para Crianças

criança na terapia ocupacionalÉ durante a infância que o sistema psicomotor passa por um rigoroso desenvolvimento e a terapia ocupacional simula experiências de aprendizagem para cada tipo de déficit. Como existem diversas fases de crescimento da criança, o terapeuta identifica quais as capacidades que precisam ser adquiridas em determinada idade e o que precisa ser estimulado no paciente.

A forma mais frequente de se trabalhar com crianças é a partir de jogos e atividades lúdicas, pois promove, com mais facilidade e rapidez, a aprendizagem e o desenvolvimento de competências para o desempenho de atividades ocupacionais.

A abordagem sensória-motor usa como ferramenta o estímulo sensorial, com o objetivo de promover o desenvolvimento motor, que provoca a resposta motora. A terapia ocupacional utiliza técnicas específicas nesse tipo de abordagem para a modificação de determinados comportamentos incorretos, desajustados, e também como defesa sensorial ou pela necessidade de um certo tipo de estimulação.

Muitas vezes, crianças e adolescentes precisam de uma certa "ajudinha" para a percepção de determinado tipo de estímulo sensorial. Isso ocorre pela interpretação errada que o sistema nervoso central traz dos estímulos, podendo torná-las hipernsíveis à estímulos que são agradáveis, e/ou uma tolerância muito grande para os mais agressivos. O trabalho do terapeuta quando bem desenvolvido, pode proporcionar diferentes estímulos à criança, sejam táteis, olfativos ou proprioceptivos, com o intuito de desenvolver a interpretação certa aos estímulos presentes no ambiente em que se vive.

Para problemas cognitivos-comportamentais, os terapeutas possuem a função de ensinar, modelar comportamentos funcionais e adaptados, e introduzi-los na vida das crianças e adolescentes. A Terapia Ocupacional é importantíssima na vida de crianças que possuem determinado tipo de limitação, seja a nível psicomotor, deficiências, síndromes, problemas de saúde mental, e tudo aquilo que impossibilita um bom desempenho ocupacional. É na infância que a assitência precisa ser iniciada, e quanto mais jovem, maior a facilidade para aprender. É importante lembrar que em tratamentos com crianças, a participação da família e de professores é fundamental.

Terapia Ocupacional para Adultos

Durante a fase adulta, o indivíduo desempenha vários papéis na sociedade e dentro de casa, é uma fase produtiva, e a partir dessa "produção" se tem os rendimentos necessários para se viver.

Porém, um adulto com certo tipo de patologia ou incapacidade parece gerar maiores dificuldades, pois afeta o seu desempenho ocupacional em áreas que antes eram normais e bem desenvoldidas, ou caso o problema venha da infância, o indivíduo já carrega há muito tempo esse sentimento de "incapacidade", gerando um desequilíbrio no núcleo familiar, nas relações afetivas, emocionais, sociais e enconômicas.

Em determinados casos, o tratamento com adultos foca na reabilitação de capacidades, com o objetivo de proporcionar o máximo de independência funcional. É muito mais difícil para pessoas mais velhas que sempre se viraram sozinhas, ter que depender de alguém para fazer as coisas, e isso não se limita à problemas físicos.

O objetivo é fazer uma intervenção que possibilite a recuperação, reabilitação ou maximização. Mas como, infelizmente, nem sempre é possível retornar ao papel de antes, o terapeuta precisa auxiliar o paciente a se adaptar à nova condição.

Terapia Ocupacional para Idosos

Por causa do envelhecimento, as alterações no organismo se tornam maiores e há um declínio das funções dos órgaos. A desorganização estrututal é progressiva e nessa fase da vida as doenças surgem com mais frequência, gerando certos graus de incapacidade.

idosa tocando pianoO idoso, além de passar por alterações fisiológicas e cognitivas, passa também por alterações psicossociais, os papéis que antes desempenhava não são mais possíveis.

Portanto, por causa de tantas mudanças, o tratamento para idosos normalmente é acompanhado por um método e uma equipe multidisciplinar, para que se adaptem da melhor forma possível à tudo, não perdendo a capacidade e autonomia.

Em muitos casos, por mais que um idoso saiba que tem uma doença, não pode se sentir incapaz, nem "morto" em seu meio social. Mesmo estando na última fase da vida, é necessário que o idoso faça atividades, alcançando expectativas, desejos, mantendo-se ativo e adquirindo uma boa qualidade de vida. Para isso é importantíssimo que eles se mantenham sempre ocupados. A terapia ocupacional tem o objetivo de proporcionar uma forma mais sadia à esse processo de envelhecimento e os terapeutas compreendem a dinâmica da ocupação nesta fase da vida.